Kartódromo de Campo Mourão

LIGUE: 9926-4607
CAMPEONATO ESTADUAL DE KART 4 TEMPOS -2014
REGULAMENTO TÉCNICO
DAS GENERALIDADES - VÁLIDO PARA TODAS AS CATEGORIAS
ARTIGO 1 - CAMPEONATO
O Campeonato tem a denominação de CAMPEONATO REGIONAL DE KART 4 TEMPOS.
As alterações e/ou exclusões nesse regulamento passarão a vigorar após 30 (trinta) dias de sua divulgação, salvo se tratar de questões de segurança, quando entrarão em vigor na data da sua divulgação.
ARTIGO 2 - PROIBIÇÕES
Todas as permissões que não estiverem explícitas neste Regulamento serão terminantemente proibidas.
Não é permitido o uso de arame ou abraçadeiras de plástico em eventuais fixações de partes do kart. As abraçadeiras somente são permitidas para a fixação de mangueiras de combustível.
ARTIGO 3 - EQUIPAMENTO
Somente poderão ser utilizados os equipamentos homologados ou autorizados pela CBA ou homologados CIK/CBA, quais sejam: chassi, barra estabilizadora, carenagem, para-choque traseiro, “intake silencer”, curva de escapamento, escapamento e pneus, além daqueles mencionados especificamente em algumas categorias, como por exemplo, embreagem, manga de eixo, roda, cubo de roda, etc.
3.1 - Somente poderá ser utilizada a ignição homologada CIK ou CBA.
3.2 - Somente poderão ser utilizados os eixos normatizados neste Regulamento.
ARTIGO 4 - MOTOR
Os motores das categorias serão utilizados motores próprios e originais exceto a LIVRE.
4.1 - Somente será permitida a utilização de motores originais sendo:
a) Mínimo de 389 cc e máximo de 396 cc, sem caixa de marchas e refrigerado a ar, da marca Honda, Fortex, Toyama, Branco ou similares com embreagem.
b) Para a categoria Cadete, mínimo de 160 cc e máximo de 168 cc, sem caixa de marchas, refrigerado a ar, da marca Honda, Fortex, Toyama, Branco ou similares com embreagem.
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É de responsabilidade do piloto a quebra do motor por danos externos causados por acidentes, batidas, capotagens, perda da rosca da vela e ingestão pelo motor de qualquer corpo estranho que não seja detectado e que cause a quebra interna.
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Estando o kart no Parque de Fechado, alinhado no grid de largada ou dentro da pista durante ou após o treino classificatório, se por qualquer motivo houver a troca de motor, o piloto largará dos boxes.
4.2 - PREPARAÇÃO
Para a categoria LIVRE, devem ter por base o motor 13HP.
Poderá haver intercâmbio de peças ou componentes entre os produtos similares.
O cabeçote, o cilindro, o virabrequim, o cárter, a biela e o pistão, quando trabalhados, deverão manter a marca do fabricante.
4.3 - TRANSMISSÃO
O acoplamento do motor somente poderá ser efetuado nas rodas traseiras, por intermédio de coroa, pinhão e corrente.
4.4 - DIVERSOS
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Serão de livre procedência: palheta, corrente, rolamentos (proibido rolamentos de cerâmica), gaiolas, coroa e pinhão.
b) Velas somente as permitidas para as categorias, conforme regulamentação específica de cada uma delas.
c) Todo sistema de avanço e retrocesso progressivo e todo sistema de circuito eletro / eletrônico, que puderem variar quando o kart estiver em movimento, ou que provocarem o aumento da intensidade da centelha, é proibido.
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Para as categorias com motor sorteado o fornecedor deverá disponibilizar os motores suficientes para a prova.
ARTIGO 5 - ESCAPAMENTO
5.1 - Somente poderão ser utilizados escapamentos homologados de única saída circular de 25 mm sem retrabalho.
5.2 - O sistema de escapamento deverá ser localizado atrás do banco, e o piloto não deverá ter contato físico com o mesmo, quando sentado na posição normal de pilotagem.
O escapamento não poderá superar a altura máxima de 450 mm, medidos do solo até a sua extremidade superior e nem exceder o perímetro do chassi.
5.3 - Deverá ser utilizado o escapamento com a curva original, sem retrabalho, mantendo as suas medidas, características e aparência.
5.4 - Se durante o transcorrer de qualquer atividade de pista (treino livre, classificatório ou prova), o escapamento soltar-se parcial ou totalmente, cair, bastando modificar o som emitido, sua equipe deverá, independentemente do piloto receber qualquer aviso da Direção de Prova, providenciar imediatamente a correção do problema no Box de Manutenção, correndo o risco de exclusão da prova.
A Direção de Prova, sinalizará alertando para que o mesmo se dirija ao Box para o reparo. A não obediência a essa determinação implicará na automática exclusão do piloto.
Mesmo que o escapamento não esteja completamente solto, que não tenha caído ou que não tenha o som emitido modificado, se ficar constatado durante o transcorrer de qualquer atividade, que ele esteja parcialmente solto, poderá ser aplicado integralmente o disposto acima, por motivo de segurança.
ARTIGO 6 - CARBURADOR
Somente poderá ser usado carburador original do motor, sem retrabalho salvo na categoria LIVRE.
ARTIGO 7 - PESO
7.1 - O peso de cada categoria será mínimo e absoluto, podendo ser vistoriado pela Comissão Técnica a qualquer momento de um evento. Nos casos em que o piloto necessitar de mais de 20 (vinte) quilos de lastro o mesmo, após efetuar a sua inscrição, deverá levar o seu kart para os Comissários Técnicos verificarem a forma de distribuição do lastro em seu kart. Somente poderá participar das provas, após a liberação dos Comissários Técnicos.
7.2 - Na pesagem será considerado o conjunto piloto/kart, sendo que o piloto deverá estar trajando indumentária completa (macacão, capacete, sapatilhas, luvas e acessórios) e o kart com todas as peças, acessórios, líquidos e lastros, no estado em que se encontrar ao entrar no Parque Fechado, salvo disposição em contrário.
Não serão considerados para a pesagem peças, acessórios, equipamentos e lastros soltos, que durante a prova ou tomada de tempo tiverem se desprendido do kart, ou eventualmente materiais como pedras, argila expandida e terra.
Os karts que não receberem a bandeirada de chegada, por quebra ou outro fato qualquer, deverão ser levados ao Parque Fechado para a vistoria. Esses karts poderão ser pesados ou não, a critério da Comissão Técnica.
Os karts poderão ser pesados até 03 (três) vezes.
7.3 - O lastro, quando de sua utilização, deverá estar fixado solidamente no chassi, assoalho ou banco, por meio de parafuso com arruela, porca e contra-porca. Poderá também ser utilizado o sistema de travamento de lastro com engate rápido.
Todo lastro será passível de vistoria e aprovação da Comissão Técnica. As mantas de chumbo fixadas no fundo e nas costas do banco deverão, obrigatoriamente, ser previamente aprovadas e liberadas pelos Comissários Técnicos para que o kart possa participar de qualquer atividade na pista.
7.4 - A falta de peso será considerada infração.
O concorrente cujo conjunto piloto/kart não atingir o peso mínimo nas provas ou treino classificatório perderá a sua posição na ordem de chegada, sem direito a pontuação. Ele poderá, porém, desprezar esse resultado, na hipótese do Regulamento da competição prever o descarte.
7.5 - Toda e qualquer manobra fraudulenta visando o aumento ou a redução de peso do conjunto kart/piloto será considerada infração grave e resultará na desclassificação sumária, independentemente de outras sanções.
7.6 - Os pesos para as categorias são os seguintes:
a) Cadete
106 Kg
b) Super Sport
190 Kg
c) Super Sport Stock
205 Kg
d) F4
183 Kg
e) F4 Light
165 Kg
f) F400 Graduado
183 kg
g) F400 Senior
183 kg
ARTIGO 8 - CHASSI
8.1 - Somente poderão ser utilizados chassis homologados CBA para todas as categorias.
8.2 - Não será permitida nenhuma alteração que modifique as características, medidas e formas, assim como a eliminação ou acréscimo de peças ou partes do chassi, sendo permitido somente deslocar o suporte do banco, exclusivamente para a adaptação do motor.
A constatação de tal atitude ou prática por parte do concorrente implicará na sua exclusão / desclassificação da prova.
8.3 - Será obrigatório o uso de assoalho de material metálico rígido, que vá do assento do piloto até a parte frontal do kart. Ele deverá ser delimitado por um tubo ou dobra, evitando que os pés do piloto escorreguem para fora do assoalho.
Se o assoalho tiver algum furo, esse não poderá medir mais de 10 (dez) mm de diâmetro.
8.4 - Será proibido o uso de qualquer dispositivo de suspensão elástica ou articulada.
8.5 - As rodas serão livres, desde que de fabricação nacional, com ou sem parafusos, homologadas CBA para as categorias.
8.6 - Não será permitida qualquer saliência que exceda o perímetro das rodas, como por exemplo, a ponta dos eixos dianteiro e traseiro.
8.7 - A direção deverá ser comandada por um volante inteiramente fechado devendo ser obedecidas as normas CIK / FIA, que preveem um volante circular, totalmente fechado, sem a apresentação de ângulos. Todos os elementos da direção deverão comportar um sistema de fixação que ofereça completa segurança, não podendo ser utilizados materiais que não sejam metálicos.
8.8 - Os pedais quando acionados, não deverão ultrapassar os elementos fixos do chassi.
O acelerador deverá ser comandado por um só pedal, que obrigatoriamente terá mola de retorno, sendo proibido o uso de qualquer artifício para o seu travamento.
8.9 - O tanque de combustível deverá ser de material plástico, translúcido e com capacidade máxima de 10 (dez) litros para todas as categorias exceto a categoria CADETE, construído de forma a não apresentar qualquer perigo de vazamento, não podendo de maneira alguma, ser parte integrante do chassi ou carenagem, não sendo ainda admitido qualquer artifício que modifique a sua característica de translucidez.
O tanque não poderá estar revestido parcial ou totalmente com nenhum tipo de material, desde o momento do abastecimento até o final da vistoria técnica. Ele deverá enviar o combustível somente por gravidade, através de tubos flexíveis e transparentes.
O tanque deverá possuir obrigatoriamente um respiro com condutor flexível, dirigido para um reservatório recuperador de fluidos, em material plástico e transparente, fixado no chassi ou na carenagem.
8.10 - Será permitido para todas as categorias o uso da quinta roda e do “Easy Start”, desde que aprovado pela Comissão Técnica.
8.11 - A largura máxima do kart não poderá ultrapassar 140 (cento e quarenta) cm, para todas as categorias, exceto a categoria CADETE, medidos de uma extremidade à outra do lado externo das rodas traseiras.
8.12 - Será proibido o uso de rolamento de cerâmica ou com partes revestidas com cerâmica.
8.13 - O eixo deverá ser em material ferroso e imantável, com diâmetro de 40 mm ou 50 mm para todas as categorias.
ARTIGO 9 - FREIOS
9.1 - Os freios deverão ser hidráulicos e mecânicos (categoria Cadete) e homologados CIK ou CBA.
9.2 - Os freios deverão ser comandados por um só pedal e deverão atuar somente nas rodas traseiras, devendo ser acionados por um sistema hidráulico e mecânico (categoria Cadete), sendo obrigatório ainda, o uso de um cabo de segurança, ligando o pedal ao cilindro.
ARTIGO 10 - CARROCERIA
10.1 - A carroceria será composta por 02 (duas) carenagens laterais, 01 (uma) dianteira (“gravata”) e 01 (um) painel frontal (“bico”), conforme homologação CIK/CBA.
10.2 - A carenagem lateral não poderá ultrapassar a altura de 400 mm medida a partir do piso, e deverá manter o lado externo dentro do perímetro delimitado pelo plano traçado entre as faces externas do pneu traseiro e dianteiro (alinhados), e o plano traçado entre as linhas limite das bandas de rodagem dos 02 (dois) pneus (alinhados), de conformidade com o desenho do RNK 2014.
10.3 - O painel frontal não poderá estar acima de um plano horizontal, passando pelo topo do volante de direção. Ele deverá possuir uma folga mínima de 50 mm entre si e o volante e não poderá ainda impedir o movimento normal dos pedais, nem cobrir nenhuma parte dos pés do piloto, na posição normal de pilotagem.
10.4 - Se durante o transcorrer de qualquer atividade de pista, qualquer uma das partes da carenagem soltar-se ou cair, a Direção de Prova poderá, a seu critério, sinalizar ao piloto, a fim de que ele se dirija ao Parque de Manutenção, durante as provas, e ao Box ou ao Parque de Manutenção, conforme o caso, durante os treinos livres ou de aquecimento, para o reparo. A não obediência a essa determinação implicará na exclusão do mesmo.
No caso específico do bico frontal, mesmo que apenas um pedaço dessa peça tenha se soltado ou caído, o piloto estará sujeito ao procedimento acima descrito.
Independentemente do Diretor de Prova apresentar ou não a bandeira preta com disco laranja ao piloto de cujo kart soltar-se ou cair, quaisquer partes da carenagem, sua equipe deverá providenciar imediatamente a correção do problema no Parque de Manutenção, sob pena de exclusão ou desclassificação por ocasião da vistoria técnica na chegada.
10.5 - Será permitido o corte de parte da carenagem lateral direita, para a adaptação do motor.
10.6 - Será proibido qualquer artifício que venha provocar o travamento das presilhas das garras de fixação da carenagem dianteira.
10.7 - Será permitido o intercâmbio das travas plásticas, dos engates rápidos e das ferragens homologadas.
ARTIGO 11 - PROTEÇÃO TRASEIRA (PÁRA-CHOQUE)
Será obrigatória a utilização da proteção traseira homologada CBA ou CIK/CBA, para todas as categorias, conforme especificações das respectivas Fichas de Homologação ou do tipo metálico 500 Milhas (Spinery e Mega kart).
a)
b)
Independentemente do Diretor de Prova apresentar ou não a bandeira preta com disco laranja ao piloto que de cujo kart a proteção traseira soltar-se ou cair, sua equipe deverá providenciar imediatamente a correção do problema no Parque de Manutenção, sob pena de exclusão ou desclassificação por ocasião da vistoria técnica na chegada. Mesmo que apenas um pedaço dessa peça tenha se soltado ou caído, o piloto estará sujeito ao procedimento acima.
ARTIGO 12 - COMBUSTÍVEL
12.1 - Para todas as categorias será utilizado como combustível somente gasolina fornecida pelo organizador da prova, devendo a proporção ser indicada no Regulamento Particular de Prova.
12.2 - Caberão aos Comissários Técnicos o controle e a fiscalização do combustível e do abastecimento durante o evento.
ARTIGO 13 - PNEUS
13.1 - Somente poderão ser utilizados pneus homologados pela CBA da marca MG selo vermelho, novos ou usados. Os pneus usados muito desgastados, poderão não ser aceitos pelos Comissários Técnicos, por questão de segurança.
a)
b)
13.2
Será proibida ainda a utilização de qualquer produto que altere a característica original dos pneus, ou seja, eles não poderão receber qualquer tipo de tratamento, como aplicação de líquidos ou de produtos pastosos, ou ainda de qualquer outro aditivo especial.
13.3
13.4
13.5
13.6
13.7
ARTIGO 14 - IDENTIFICAÇÃO
14.1 - A numeração dos karts deverá ser colocada na parte superior do painel frontal, sobre um quadrado medindo no mínimo 200x200 mm, e na proteção traseira, sobre um quadrado com as mesmas dimensões daquele do número frontal.
14.2 - Os números deverão medir no mínimo, 150 mm de altura por 20 mm de traço.
14.3 - Se no transcorrer de qualquer atividade de pista vier a cair uma das identificações, ficará a cargo do piloto a sua reposição. Todavia, ficarão a cronometragem e a organização, isentas da responsabilidade da anotação da passagem do kart.
No caso de perda das 02 (duas) identificações obrigatórias, o piloto será comunicado pela Direção de Prova, através de sinalização por bandeira, para se dirigir imediatamente ao Parque Fechado ou ao Box, e colocar a(s) nova(s) identificação(ões).
14.4 - As cores das placas e números para as categorias ficam definidas da seguinte forma:
a)
b)
c)
c)
d)
e)
f)
14.5 - Ficará obrigatoriamente reservado para uso do organizador, o espaço de 20X4 cm na extremidade superior das identificações dos karts.
ARTIGO 15 - AVARIA TÉCNICA
Na constatação de avaria técnica durante as atividades de pista, a Direção de Prova poderá sinalizar ao piloto através da bandeira preta com círculo laranja.
Independentemente da apresentação da bandeira, o piloto deverá proceder conforme descrito abaixo:
15.1 - Treinos livres ou de aquecimento
O piloto deverá conduzir o seu kart aos Boxes ou ao Parque de Manutenção, conforme o caso, para que sua equipe efetue o devido reparo. Caso não consiga fazê-lo por seus próprios meios, e se for do interesse da equipe, o responsável deverá solicitar à Direção de Prova, autorização para a retirada do kart, sem a utilização do carrinho de transporte. A autorização será concedida apenas se a Direção de Prova julgar seguro o procedimento.
15.2 - Treino Classificatório e Provas
O piloto deverá conduzir seu kart ao Parque de Manutenção, por seus próprios meios, e sem nenhum tipo de ajuda externa, onde sua equipe efetuará o reparo, que não poderá incluir a troca do chassi e/ou motor. Caso o piloto consiga sanar a avaria na pista, com a devida segurança, e sem se valer de qualquer forma de auxílio externo, ele poderá continuar na prova. Se o problema não for sanado, o kart deverá ser colocado em local seguro, e somente retirado ao final das atividades, após a autorização da Direção de Prova.
15.3 - A desobediência ao disposto nos itens anteriores deste Artigo implicará na aplicação de penalidades ao piloto infrator, conforme o Regulamento Desportivo do Campeonato Estadual de Kart 4 Tempos 2014 e do CDA 2014, a critério dos Comissários Desportivos.
ARTIGO 16 - ACESSÓRIOS PROIBIDOS
Será terminantemente proibido nos treinos livres, classificatórios e provas, o uso de quaisquer equipamentos eletrônicos, tais como: telemetria ou qualquer tipo de ligação eletro / eletrônica ou indução ao sistema análogo do motor.
Será também proibido o uso de quaisquer equipamentos de transmissão ou recepção de radiocomunicação.
Fica permitida a utilização de conta-giros, desde que ligado somente ao cabo da vela, do registro de tempo por volta